terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PSICOMOTRICIDADE



O que é?

É a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.

A Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. (Associação Brasileira de Psicomotricidade).

Assim, a Psicomotricidade tenta estudar a criança através do seu corpo psico-motor-afetivo em idades, o qual tenta desvendar ou iluminar através de sua curiosidade o que está escondido utilizando-se do ato espontâneo.


PSICO – MOTRIC - IDADE


IDADES


PSICO AFETIVO MOTOR


IDADES


CURIOSIDADE Ato Espontâneo

(Iluminar o que está escondido)


É a relação entre Motricidade e Inteligência permitindo relacionar o movimento ao afeto, à emoção, ao ambiente e os hábitos da criança. (Wallon).


É na sua totalidade, melhorando as qualidades uma terapia que, agindo por intermédio do corpo sobre as funções mentais pertubadas*, pois considera a pessoa de atenção, representação e relacionamento visando, pelo movimento, uma organização mental cada vez maior. (Victor Fonseca).

* Entenda-se pertubadas como algo que está fora do lugar no tempo e no espaço.





Portanto,


A Psicomotricidade é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito, cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.



Quem é o Psicomotricista?

É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e
trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica desde a filogênese, passando pela ontogênese à retrôgenese.







Quais são suas áreas de atuação?

EDUCAÇÃO





CLÍNICA







Consultoria, Supervisão, e Pesquisa.











E conforme o objetivo, segue as seguintes linhas:

¢Educação Psicomotora – Prevenção; Estimulação; Profilaxia.
¢Reeducação Psicomotora - Trata do efeito do sintoma; Corrige; Reabilita.
¢Clínica Psicomotora – Oferece um novo sentido ao sintoma.


Qual a clientela atendida?

Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; pessoas que apresentam distúrbios sensoriais, perceptivos, motores e relacionais em conseqüência de lesões neurológicas; família e a 3ª idade.


Por que se faz?

A intervenção realizada através da psicomotricidade poderá ser canalizada pela sua área de atuação educativa, preventiva e reeducativa/reabilitativa. Há a intenção de promover e estimular o desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida de um indivíduo. De acordo com as suas linhas de atuação, ela deverá agir holisticamente de forma:



¢CORPORAL - trabalha desarmonia tônico -emocional, instabilidade postural e perturbações nas habilidades psicomotoras;

¢COGNITIVA - trabalha as funções cognitivas, organização: perceptivas , simbólicas e conceituais;

¢EDUCATIVA - trabalha com as aprendizagens escolares;

¢RELACIONAL - trabalha dificuldades de comunicação, inibição, hiperatividade, agressividade e outros.

Durante a infância, uma intervenção ao nível da psicomotricidade poderá potencializar o desenvolvimento função da simbólica; Das habilidades corporais como: o equilíbrio, a coordenação, a orientação espacial e temporal. Além disso, promove melhor entendimento sobre si mesma e, por consequência, uma melhor compreensão em relação às outras pessoas e ao seu ambiente.

A Psicomotricidade é presente nos menores gestos e em todas as atividades que a motricidade da criança é gestualizada, visando ao conhecimento e ao domínio do seu próprio corpo. E através da expansão de seus movimentos e exploração do corpo e do meio, a sua volta. Por isso dizemos que a mesma é um fator essencial e indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança. A estrutura da Psicomotricidade é a base fundamental para o desenvolvimento processo intelectivo e de aprendizagem da criança. Em geral, quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, poderá estar no nível das bases do desenvolvimento psicomotor.


Podemos dizer que a Psicomotricidade visa desenvolver uma maturação suadável frente à aprendizagem de acordo com o objetivo a ser alcançado, seja no seu caráter preventivo/reeducativo/reabilitativo do desenvolvimento integral do indivíduo nas suas várias etapas de crescimento. Ela também ajuda a criança, desde a mais tenra idade a adquirir o estágio de perfeição psicomotora até o final da infância (7-11 anos), nos seus aspectos neurológicos e emocionais de maturação.

Portanto, para a psicomotricidade interessa o indivíduo como um todo, procurando auxiliar qual está no corpo, na área da inteligência ou na afetividade, e então, definir quais atividades devem ser desenvolvidas para superar tal problema.


Como se faz?


A psicomotricidade realiza atividades pela vertente funcional e relacional. A vertente funcional utiliza-se de atividades motoras em que envolvam os fatores psicomotores fundamentais (Luria e Costallat) como o tônus, o equilíbrio, a coordenação motora ampla e fina, as percepções visuais, auditiva, olfativa, gustativa e táteis; Noção do corpo: o esquema e a imagem corporal, lateralidade, Estruturação espaço-temporal: relações temporais e espaciais. Esta vertente baseia-se na Neurofisiologia. É diretiva (Prescrição de Exercícios). Tenta acompanhar a maturação. Realiza um diagnóstico através do Perfil psicomotor. Se utiliza da ação do brincar mais diretivo. Já a vertente relacional utiliza ferramentas através do brincar espontâneo. Esta vertente se baseia na Psicanálise; É não-diretiva; Valoriza o brincar espontâneo; Atua no indivíduo total.


A Psicomotricidade Funcional sustenta-se em diagnósticos do perfil psicomotor e na prescrição de exercícios para sanar possíveis descompassos do desenvolvimento motor. A estratégia baseia-se na repetição de exercícios funcionais, que são estereótipos criados e classificados constituindo as famílias de exercícios. O psicomotricista irá aplicar e dirigir através de uma postura de comando, mas não irá interagir totalmente com a criança. Basicamente, a postura da criança é de imitação dos movimentos do psicomotricista, de dependência e de pouco contato corporal entre as demais crianças do grupo, já que são exercícios específicos e direcionados.

A Psicomotricidade Relacional se utiliza-se da ação do brincar (jogo simbólico) através da liberdade e do espaço como elemento motivador para provocar a exteriorização corporal da criança, pois entende-se que a ação do brincar impulsiona processos de maturação e de aprendizagem em sua globalidade, manifestando suas emoções, fantasias e sua inteligência em formação.



Psicomotricidade Funcional

Sustenta-se em diagnósticos do perfil psicomotor e na prescrição de exercícios para sanar possíveis descompassos do desenvolvimento motor. A estratégia baseia-se na repetição de exercícios funcionais, que são estereótipos criados e classificados constituindo as famílias de exercícios. O psicomotricista irá aplicar e dirigir através de uma postura de comando, mas não irá interagir totalmente com a criança.


Psicomotricidade Relacional:

Utiliza-se da ação do brincar como elemento motivador para provocar a exteriorização corporal da criança, pois entende que a ação do brincar impulsiona processos de desenvolvimento e de aprendizagem. A Psicomotricidade Relacional é uma prática educativa de valor preventivo que possibilita um tempo e um espaço onde a criança, de forma espontânea e criativa, possa expressar com liberdade e autenticidade todo o seu potencial motor, cognitivo, afetivo, social e relacional, par a que, conseqüentemente, possa melhorar o desenvolvimento global de sua aprendizagem, de sua capacidade de adaptação social e efetiva. O psicomotricista, então, ajudará fazendo a mediação, a escuta, a sugestão e irá interagir com a criança como seu parceiro no jogo simbólico.

A psicomotricidade vivenciada está centrada em métodos não diretivos em que as ações desta prática fundamentam-se no jogo como ferramenta para o brincar da criança, proporcionando a representação, a imaginação e criatividade. Trabalha o indivíduo em sua totalidade neste espaço lúdico e educativo, permitindo a exteriorização de suas emoções, a interação com o ambiente, com os objetos e com outras pessoas.


Para “Lapierre inclina-se a potenciar o jogo simbólico [...] pois, todo jogo da criança há uma intenção, mesmo que de forma inconsciente.” (NEGRINE, 1995, p.65). Ele também afirma que a psicomotricidade relacional tem um papel de prevenção, levando os alunos a alcançar o equilíbrio no seu desenvolvimento; despertar o desejo de aprender, estimular a criatividade, a integração social. Essa construção acontece através do jogo espontâneo,integrando suas dificuldades, necessidades e linguagem, de forma harmônica, com a realidade e com o meio que está inserido.



A psicomotricidade relacional parte do princípio da espontaneidade da criança, ou seja, do que ela gostaria de brincar. Com tal objetivo, o psicomotricista, utiliza de materiais que remetem ao sensório-motor, passando pelo simbólico, jogos de construção e aos jogos com regras, de uma maneira, discreta e delicada, assim a criança brinca, sem perceber conscientemente o que está sendo trabalhado inconscientemente, como diz Vecchiato (1989), “esse material, em sua simplicidade, favorece o jogo espontâneo e até mesmo a possibilidade de uma produção de caráter simbólico” (p. 32).

As atividades de psicomotricidade nascem desde a abordagem das crianças. Em psicomotricidade, não se propõem atividades, mas se propõem o espaço e as crianças o aborda a partir do seu desejo, vontade e etapa de desenvolvimento...dependendo da idade, é o jogo que criarem.”

(Marcela B.Hernandes Lechuga)

A psicomotricidade estimula-se através de jogos como por exemplo: jogos funcionais ou motores e/ou relacionais, cuja função é dar harmonia aos gestos e aumentar a sua eficácia; Pode também recorrer-se a jogos simbólicos ou de imaginação, que favorecem a passagem do nível sensório-motor passando pelo simbólico e para o nível da representação; Por seu turno, os jogos de construção, que permitem uma evolução mais rápida para uma adaptação mais precisa à realidade; Os jogos com regras, facilitam o desenvolvimento da cooperação.Esses materiais proporcionam ao psicomotricista uma leitura e intervenção adequada a cada sessão, e dá dicas para as próximas do que poderá ser utilizado. As sessões são organizadas em ritual de entrada, jogos, ritual de saída. O ritual de entrada é benéfico, uma vez que dá a segurança e se instaura como hábito que ajuda a marcar a rotina diária. Ter um ritual em relação à forma de se colocar, fazer ou dizer para começar a jogar, ajuda o indivíduo a estruturar seu pensamento no início da sessão e a inibir seu desejo de movimento e jogo imediato. Ao final da sessão é importante que o aluno participe da representação, o momento no qual ele registra o que viveu isto permite que ele volte à realidade, inicie o processo de elaboração e interiorização daquilo que foi expresso para organizar-se cognitivamente. O ritual de saída é o momento no qual o aluno expressa as representações do que mais gostou ou não, na sessão. Nesta etapa é que ele trabalha sua autonomia, responsabilidade, relação e tomada de consciência da realidade.


Fonte: Associação Brasileira de Psicomotricidade. http://www.psicomotricidade.com.br/


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