terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PSICOMOTRICIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA: CADA UM NO SEU QUADRADO, MAS NA INCLUSÃO, O MUNDO É REDONDO


PSICOMOTRICIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA: CADA UM NO SEU QUADRADO, MAS NA INCLUSÃO, O MUNDO É REDONDO.

Por Jacira C. da Costa.

 
         Durante as atividades de Educação Física, o que se predomina são atividades que possuem objetos redondos ou as que giram tais como bambolês, cordas e bolas. E dentre as atividades o que mais as crianças preferem está o futebol. Afinal, o Brasil é conhecido como o país do futebol. Você já deve ter se perguntado, o porquê da grande atração das crianças pela bola, ou seja, pelas coisas redondas ou que giram, como outro exemplo: Bambolê. De uma maneira geral, o mundo é redondo. Contudo, podemos ver o mundo nas mais variadas formas ou “disformas”, cores e lados: Quadrado, retângulo, losango, trapézio, pentágono, etc. Geralmente, as crianças, desde bebês são fascinados e atraídos pelas bolas, seja ela de qualquer cor. Quanto aos movimentos associados ao uso desses objetos, citamos: o chutar e o arremessar.  Com ela, se podem desenvolver diversas funções psicomotoras como coordenação motora fina (habilidade e destreza) e/ou óculo-manual, lateralização, tônus (força muscular), orientação espaço-temporal, o que inclui o ritmo.
 
 
Foto by Vygotsky (By Educação como prática da liberdade)


Brincando de peão (Foto Turma da Mônica - Domínio Público)
 
         Nos primeiros meses de vida podemos observar certos movimentos em uma simples brincadeira de dar e receber (ir e voltar), cujo jogo simbólico é significativo (Presença e ausência do outro) e que foi definido por Freud como “Fort-da”.  Dentro de um determinado contexto sociocultural, a ideia do jogo do Fort-da (Freud) se encontraria inserida no momento da sensibilização a inclusão seja a criança deficiente ou não deficiente. E diante de uma grande diversidade as crianças podem ser altas e baixas, loiras e morenas, gordas e magras, cegas, surdas, cadeirantes, autistas, etc. Algumas nasceram em lares bem estruturados com pai, mãe e irmãos (ãs), onde todos foram alfabetizados e são leitores. Já em outras, não. Por isso, é importante saber respeitar o ritmo de cada criança e preparar estratégias de ensino que privilegiem as atividades diferenciadas. Porque a partir do ato de dar e receber quando se tem a participação do outro, já se tem a presença do jogo, pois é a partir desse, é que se inicia o processo de relação social, ou seja, as primeiras relações sociais com a mãe/pai/cuidadora, com a família, com a escola, com a vida. E assim, respeitando os individualismos e as individualidades, as presenças e ausências, a maturidade, os limites. E aí, topa uma partida de futebol? Vamos brincar de roda?
 
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 *Fotos de domínio público.
 
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"A BOLA DA INCLUSÃO - EDUCAÇÃO ESPECIAL" E INCLUSÃO

 
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